Publicado originalmente no site do Coletivo Ecolhar.

Embalagens fáceis de abrir podem esconder verdades difíceis de engolir. “Comida de Mentira” revela como a indústria dos ultraprocessados, movida pelo lucro a qualquer custo, quer reprogramar nossa alimentação, comprometendo a saúde de milhões e ameaçando ecossistemas inteiros. Com especialistas e casos reais, o documentário revela, de forma acessível, os impactos dessa engrenagem no Brasil.

Como as mudanças no território podem afetar a forma como comemos?

Com a exibição deste documentário, o CineEcolhar nos convida a refletir sobre a relação entre a nossa alimentação e as mudanças que estão acontecendo no entorno do Rio Tavares e Campeche, com a construção de grandes empreendimentos como supermercados estilo “Atacadão” pelos bairros, assim como grandes condomínios.

Depois do filme terá uma roda de conversa, contando com a presença de integrantes do Assentamento Comuna Amarildo, do coletivo Ecolhar e com uma integrante do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA).

A exibição acontecerá no dia 04/07, às 10h, na Associação Sagres, um centro de educação e desenvolvimento humano inspirado na Antroposofia.  Não é necessária inscrição e a participação é gratuíta. Caso queira contribuir com o café coletivo, traga algo para compartilhar!

Quando: sábado, 04/07/2026, 10h.

Onde: Associação Sagres, Rua da Macela, 80. Rio Tavares.

CineEcolhar é um projeto do coletivo Ecolhar que busca incentivar debates socioambientais pelos bairros, com filmes e rodas de conversa abertas à comunidade.

Notas sobre o filme:

Comida de Mentira é uma produção do Coletivo Bodoque e Pajú Entretenimento, tem patrocínio da ACT Promoção da Saúde, parceria com O Joio e o Trigo e Instituto de Defesa de Consumidores (IDEC) e apoio do Ibirapitanga, Repense, Lúmen, Mônada Post, SPFilm e Monster.

Para saber mais sobre o filme, assistir ao trailler e saber das próximas exibições, acesse www.comidadementira.org.br 

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Esta nota foi publicada pelo Ocupa SC, em seu instagram, em 26 de junho de 2025
na ocasião da edição do ano passado do evento, que ocorreu novamente em 2026 com uma lógica idêntica.

Nos dias 24, 25 e 26 de junho, Florianópolis sediou o Summit Cidades 2025, no Centrosul. Com ingressos chegando a R$ 989,90, o evento reuniu empresários, gestores públicos e representantes da mídia tradicional para discutir o “futuro das cidades”.

O Evento tem patrocínio de instituições públicas e comunitárias de prestígio, como Casan, BRDE e Furb, além de parceria com o Governo Federal e a UFSC. Tudo isso para impulsionar uma agenda elitista, conservadora e que exclui grande parte da população – seja dos espaços, ou pela falta de temáticas relevantes.

No meio da programação, predominam atividades voltadas à comunicação política, conduzidas por membros de partidos alinhados à direita e mídia tradicional. Fala-se pouco, quase nada, sobre direito à cidade, justiça territorial ou inclusão das periferias.
A maioria dos rostos presentes no evento são os mesmos que apoiam:

– O PL da Invasão Zero, que criminaliza famílias em ocupações, impedindo o acesso a políticas públicas e concursos sem qualquer julgamento;
– A repressão à população em situação de rua, com internações forçadas e marketing humilhante;
– O fechamento do restaurante popular, deixando centenas sem acesso à alimentação;
– A gentrificação de espaços centrais, sufocando locais populares de cultura;

Como ensina Ermínia Maricato, cidades inteligentes não podem ser guiadas apenas pelo mercado, mas sim por justiça social e direito à cidade. “A cidade informal é mais inteligente que a cidade formal”.

O que se apresenta como inovação no Summit Cidades é, na prática, uma velha agenda conservadora, marcada pela especulação imobiliária, higienização social e privatização do território.

Tudo isso numa cidade com mais de 28 mil imóveis vazios e mais de 13 mil famílias sem moradia digna. Tem mais casa sem gente do que gente sem casa.

Cuidado com os discursos bonitos: muitas vezes eles apenas disfarçam políticas públicas construídas para manter privilégios — e não para garantir direitos.

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Fome, frio e preconceito aos pobres em Florianópolis

Por Restaurante Popular Já

Ontem, 23/06/2026 (segunda-feira), ocorreu uma votação na Comissão de Constituição e Justiça sobre o Projeto de Decreto Legislativo, apresentado pelo vereador Camasão (PSOL), que suspenderia o Decreto Marmita Legal, chamado de “Decreto da Fome” pelos movimentos sociais, que proíbe a distribuição de marmitas na rua, sob ameaça de multa de mais de R$ 2.000,00 para as organizações que descumprirem. O relator favorável foi do Professor Bruno (PT), único que votou a favor da suspensão do Decreto. Já Rafinha de Lima (PSD) foi o vereador que defendeu manter o decreto, em conjunto com Manu Vieira (PL), Dinho (União Brasil), João Padilha (PL), Ricardo Pastrana (PSD) e Claudinei Marques (Republicanos). Ou seja, o decreto segue em vigor, com risco ainda maior de coerção por parte da Segurança Publica com as cozinhas que descumprirem.

Além disso, existem outros fatores que merecem atenção: 1) Fechamento do Restaurante Popular, 2) Proibição de entrega de marmitas nas ruas, 3) Hotel Social irá fechar a partir do dia 30 de junho e 4) Investigação sobre a Passarela da Cidadania.

Lembrando que temos previsões de frentes frias se aproximando, com previsões de 6 a 8º para as próximos madrugadas. dias em Florianópolis e algumas cozinhas trabalham entregando alimentos quentes de madrugada.

Passarela da Cidadania

Quando falamos que não existe equipamento público de Segurança Alimentar e Nutricional, a prefeitura alega que já existe a Passarela da Cidadania.

Hoje saíram noticias que mais uma vez esse tal equipamento está sendo investigado pela Polícia Civil. Conforme o trabalho da 1ª Decor, para garantir que a entidade investigada vencesse o edital, pareceres ideologicamente falsos foram emitidos para desclassificar outras duas organizações sociais que concorriam legitimamente no processo. O direcionamento teria resultado em contratos que movimentaram cifras milionárias com os cofres públicos. O primeiro termo de colaboração com a associação foi assinado em junho de 2025, com validade de 90 dias e o valor de R$ 3,3 milhões. Na sequência, um novo contrato foi firmado com vigência de 12 meses, alcançando o montante aproximado de R$ 21 milhões – total de mais de 24 MILHÕES!

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