Protesto contra o PEU Jurerê In no sábado dia 12/09

Chamado pelo ato organizado pela comunidade

Publicado originalmente no site do Coletivo Ecolhar

Convidamos para uma grande manifestação de protesto contra o PEU JURERÊ IN, no sábado dia 12/09, às 15h, no pórtico do empreendimento (estrada que vai para a Daniela), conforme indicado no card, o qual pedimos que divulgue.

É importante salientar que essa questão interessa a todos os florianopolitanos, não somente da região norte, isto porque os PEUs (Plano Específico Urbanístico) são voltados ‘especificamente’ sobre as AUE (Áreas de Urbanização Especial), as nove imensas áreas estabelecidas pelo último Plano Diretor, espalhadas por toda a cidade.

Conseguimos neutralizar um desses ‘PEU’ sobre a planície do Pântano do Sul com nossa tenaz resistência que agora completa 21 anos, obtendo uma sentença na Justiça Federal que repõe ao domínio da União uma imensa área que lhe foi ilegalmente subtraída décadas atrás, o que inviabiliza dois empreendimentos urbanísticos que haviam sido planejados na área.

Por outro lado, outro desses ‘PEU’ também foi alvo da nossa denúncia em função de evidente grilagem sobre terra da União, o PEU REFÚGIO DO CAMPECHE, renomeado para PEU RIO TAVARES.

Agora a luta é contra a HABITASUL com seu ‘PEU’, cuja área também se suspeita de origem ilegal.

Apareça lá para fazer barulho.

Saudações ecológicas,

Coletivo ECOLHAR

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O site

O PL 19.937/2026 tramita na Câmara de Vereadores de Florianópolis e autoriza a prefeitura a conceder espaços públicos para exploração privada. Recentemente publicamos um chamado, contextualizado do que se trata, e convidando para uma manifestação em frente à Câmara Municipal, às 13h do dia 08/09, antes da audiência pública que tratará sobre o assunto.

Como forma de potencializar a mobilização, desenvolvemos um site onde é possível pesquisar se o parque, a praça ou outro espaço público está lá, além de gerar uma imagem de protesto para espalhar por aí.

Confira o site: https://floripaavenda.libertar.org

A ferramenta foi desenvolvida inspirada nas publicações da AMOCAM, sobre a concessão de espaços públicos na região do Campeche.

Imagem de exemplo: PACUCA. Fonte: publicações da AMOCAM

O que está na lista

As 528 áreas presentes no anexo do PL que a fonte, cobrem 43 distritos e todas as regiões da cidade: 162 no
Centro, 121 no Norte da Ilha, 103 no Continente, 76 no Leste, 63 no Sul.

Entre elas estão coisas como:

  • o Mercado Público Municipal (item 8);
  • o Mirante do Morro da Cruz (item 9);
  • o Terminal Turístico da Praia da Joaquina (item 276);
  • a Beira-Mar Norte, fatiada em 53 lotes numerados, de “Beira Mar Norte – 01”
    até “Beira Mar Norte – 53”;
  • a Orla da Beira-Mar Continental, em mais 17 lotes;
  • 26 parques e dezenas de praças, campos de futebol, quadras e mirantes.

Há ainda três itens que não são um lugar, e sim uma categoria valendo para a
cidade inteira: “Áreas Públicas com estacionamento”, “Mobiliário urbano”
e “Quiosques”.

Como usar a ferramenta

Funciona no computador e no celular, direto no navegador. Não precisa instalar
nada nem criar conta.

1. Procure o seu lugar. No campo “Seu espaço está na lista?”, digite o nome
do bairro, da praça ou do parque. Pode escrever sem acento. Se aparecer,
está na lista do PL — e o título da imagem já é preenchido sozinho.

2. Carregue uma foto do lugar. No celular, toque em Abrir galeria de
fotos
— dá para pegar uma imagem que você já tem ou tirar a foto na hora. No
computador, arraste a imagem para a área central, use Escolher do computador
ou cole com Ctrl+V.

3. Posicione a placa. Arraste a placa “VENDE-SE?” com o dedo ou o mouse até
onde ela ficar melhor. Os controles ajustam tamanho e inclinação, e dá
para espelhar a placa se a luz da foto vier do outro lado. No computador, a
roda do mouse muda o tamanho e as setas do teclado ajustam fino.

4. Ajuste os textos. O título de cima já vem preenchido se você usou a busca,
mas pode ser editado — encurte se ficar comprido demais. A legenda do rodapé já
vem pronta e pode ser apagada se você não quiser.

5. Baixe. O botão Baixar imagem salva a montagem na resolução original da
sua foto. A imagem pronta também aparece logo abaixo do botão — e é por ali que
se resolve o caso do celular: se o download não começar, toque e segure na
imagem e escolha “salvar imagem”
. Em aparelhos que permitem, aparece ainda um
botão Compartilhar, que manda a montagem direto para o WhatsApp ou o
Instagram, sem passar pela galeria.

Depois de baixar

A imagem só cumpre o papel dela se circular:

  1. Publique nas suas redes marcando @tecendoredesc e os vereadores de
    Florianópolis.
  2. Mande no grupo do seu bairro e no da associação de moradores. É ali que a
    conversa vira mobilização.
  3. Imprima e leve para o ato.

Ato público: terça, 8 de setembro, 13h

Concentração antes da audiência pública do PL 19.937/2026, em frente à
Câmara de Vereadores de Florianópolis. Chegue no horário: a ideia é estar
reunido antes de a sessão começar. O chamado da manifestação pode ser baixado no
próprio site, no botão “Baixar o chamado” — compartilhe também.

Sobre privacidade

A montagem acontece inteiramente no seu navegador. Sua foto não é enviada
para servidor nenhum, não fica guardada em lugar algum e não passa por nós. A
página não usa cookies, não tem rastreador e não faz conexão com nenhum serviço
de terceiros. Você pode inclusive salvar a página e usar sem internet.


Ferramenta elaborada pelo coletivo Tecendo Redes. A lista foi extraída do Anexo
Único do PL 19.937/2026.

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A Europa ardeu em chamas, sofrendo com grandes queimadas e mais de 10.000 mortes, e retirada forçada de mais de 300 mil pessoas provocadas por calor extremo. No Nepal, enchentes com avalanches de lama com centenas de mortos e desabrigados e quase 2 mil pessoas desaparecidas. Na América Latina, o super El Niño provoca desastres em países como Chile e Venezuela, enquanto fortes chuvas causaram inundações e alagamentos no Rio Grande do Sul.

Em Santa Catarina, já começamos a sentir os efeitos com as fortes chuvas de granizo que atingiram 7 municípios do estado nos últimos dias, afetando milhares de residências na grande Florianópolis. É apenas o começo! O pico do El Ninõ está previsto para outubro, e a ONU declarou que este deve ser o mais forte já registrado.

A realidade do colapso ambiental está cada dia mais crítica, mas a gravidade da situação não está se refletindo em medidas concretas dos governos para assegurar nossas vidas em meio às catástrofes sem precedentes que iremos enfrentar. Na verdade, as políticas aplicadas têm ido na contramão de tudo que tem sido alertado por cientistas, povos indígenas e demais comunidades tradicionais.

COM CAPITALISMO NÃO TEM CLIMA:

Quem consegue pensar em clima enquanto está lutando para sobreviver nesse sistema?

O mesmo sistema capitalista que parasita nossa força de trabalho e suga nossas vidas destrói biomas inteiros, derruba florestas, contamina rios, polui o ar e os oceanos. O planeta esquentou, e agora é a nossa espécie que está em risco de extinção. Já é possível sentir na pele as consequências de séculos de devastação ambiental colonial. Chegamos ao “ponto de não retorno”, de modo que alguns estragos estão se tornando irreversíveis. Por isso, é urgente a mobilização em direção a mudanças radicais nesse sistema.

A RESPOSTA SOMOS NÓS!

A Grande Florianópolis tem um longo histórico de movimentos em defesa da terra e das águas, para preservação e para vida digna de quem vive delas. Mobilizações que hoje enfrentam a especulação imobiliária em nosso litoral, com a tentativa de extinguir a área terrestre da APA da Baleia Franca, bem como diversas iniciativas de construção de grandes prédios para ricos em nossas praias. Lutas também dos povos indígenas, pela terra indígena Tekoá Itaty (Morro dos Cavalos) e pela aldeia Goj Ta Sa. Quilombolas, pela titulação do Quilombo Vidal Martins e de pescadores, contra a construção da megalo-marina na beira-mar norte. Luta por terra, trabalho e teto, nas diversas ocupações urbanas que já se organizaram nas periferias.

Esta diversidade de experiências trazem sementes para o mundo novo que queremos plantar. Precisamos regar estas sementes com muita mobilização popular e fazer convergirem as lutas. 

A Resposta Somos Nós“, campanha lançada inicialmente pelos povos indígenas da Amazônia para a COP30, nos inspira e por isso abraçamos este lema na construção da Marcha Global Pelo Clima em Florianópolis. 

A Marcha será no sábado dia 19 de setembro, com concentração 10h no Largo da Alfândega, no centro da cidade. Esta marcha faz parte de um chamado global, e diversas marchas estão confirmadas em diferentes cidades do país.

Queremos retomar uma cultura de manifestação de rua que é histórica em Florianópolis, portanto embora estejamos em período eleitoral, este não será o foco nem o fim desta marcha. Também gostaríamos que estejam presentes nessa construção coletiva e horizontal grupos indígenas, quilombolas e periféricos, muitas vezes ausentes dos atos das pautas socioambientais.

Oficina de Serigrafia:

Teremos uma oficina de estampas em serigrafia! Será dia 16/09 no instituto arco-íris, que fica na travessa ratcliff, a partir das 19h. A ideia é que as pessoas levem uma camiseta para estampar com nosso lema e desenho da marcha.
Obs: o instituto arco-íris é um espaço importante de articulação, cultura e acolhimento que está precisando de nosso apoio.

Convidam para a marcha: 

Tecendo Redes

Instituto de Formação Popular Caeté

Rede de Mulheres Ecológicas do Território Serramar

Ecoando Sustentabilidade

Marcha da Maconha

Coletivo Ecolhar

Ponto de cultura Goj Ta Sa

Tratado à Base de Plantas

Centro de Formação Tataendy Rupá – Terra Indígena Morro dos Cavalos

Coletivo Juntas SC

Coletivo Juntos

Maré Negra

Movimento Céuvas


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