Ontem, 23/06/2026 (segunda-feira), ocorreu uma votação na Comissão de Constituição e Justiça sobre o Projeto de Decreto Legislativo, apresentado pelo vereador Camasão (PSOL), que suspenderia o Decreto Marmita Legal, chamado de “Decreto da Fome” pelos movimentos sociais, que proíbe a distribuição de marmitas na rua, sob ameaça de multa de mais de R$ 2.000,00 para as organizações que descumprirem. O relator favorável foi do Professor Bruno (PT), único que votou a favor da suspensão do Decreto. Já Rafinha de Lima (PSD) foi o vereador que defendeu manter o decreto, em conjunto com Manu Vieira (PL), Dinho (União Brasil), João Padilha (PL), Ricardo Pastrana (PSD) e Claudinei Marques (Republicanos). Ou seja, o decreto segue em vigor, com risco ainda maior de coerção por parte da Segurança Publica com as cozinhas que descumprirem.
Além disso, existem outros fatores que merecem atenção: 1) Fechamento do Restaurante Popular, 2) Proibição de entrega de marmitas nas ruas, 3) Hotel Social irá fechar a partir do dia 30 de junho e 4) Investigação sobre a Passarela da Cidadania.
Lembrando que temos previsões de frentes frias se aproximando, com previsões de 6 a 8º para as próximos madrugadas. dias em Florianópolis e algumas cozinhas trabalham entregando alimentos quentes de madrugada.
Passarela da Cidadania
Quando falamos que não existe equipamento público de Segurança Alimentar e Nutricional, a prefeitura alega que já existe a Passarela da Cidadania.
Hoje saíram noticias que mais uma vez esse tal equipamento está sendo investigado pela Polícia Civil. Conforme o trabalho da 1ª Decor, para garantir que a entidade investigada vencesse o edital, pareceres ideologicamente falsos foram emitidos para desclassificar outras duas organizações sociais que concorriam legitimamente no processo. O direcionamento teria resultado em contratos que movimentaram cifras milionárias com os cofres públicos. O primeiro termo de colaboração com a associação foi assinado em junho de 2025, com validade de 90 dias e o valor de R$ 3,3 milhões. Na sequência, um novo contrato foi firmado com vigência de 12 meses, alcançando o montante aproximado de R$ 21 milhões – total de mais de 24 MILHÕES!