Plenária de Construção da Marcha Global pelo Clima em Florianópolis

Hoje, a Europa arde em chamas, sofrendo com grandes queimadas e mais de 10.000 mortes provocadas por calor extremo. Na América Latina, o super El Niño provoca desastres em países como Chile e Venezuela, enquanto fortes chuvas causam inundações e alagamentos no Rio Grande do Sul. É apenas o começo! O pico do El Ninõ está previsto para outubro.

Os seus efeitos são intensificados pelo modelo capitalista destrutivo de desenvolvimento, e agravadas por suas políticas negacionistas. A mobilização coletiva é necessária para colocar a pauta da nossa sobrevivência no centro do debate público.

Neste sentido, propomos a construção da Marcha Global Pelo Clima em Florianópolis, que acontecerá em diversas cidades no dia 20 de setembro.

Convidamos sua coletividade para a 1ª Plenária Online da Marcha Pelo Clima 2026 em Florianópolis, para construção horizontal e coletiva do seu processo (horário/local, trajeto, dinâmica, lema e divulgação).

Data prevista para a primeira reunião:

Dia 05 de agosto (uma quarta-feira)

Hora: 19:30.

Para receber o link a reunião, preencha o formulário abaixo.

Convidam para esta primeira reunião: 

Tecendo Redes

Instituto de Formação Popular Caeté


Inscrição para construção da Marcha pelo Clima

preencha como prefere ser chamada

Um breve histórico das Marchas pelo Clima no Brasil

As Marchas pelo Clima consolidaram-se como uma das mais importantes formas de mobilização popular em defesa da justiça climática e da redução das emissões de gases de efeito estufa. A primeira grande mobilização internacional foi impulsionada pela organização 350.org, em 2007, durante o processo de preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 13), realizada em Bali, na Indonésia. O objetivo da campanha era pressionar os governos para que adotassem políticas capazes de reduzir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera para 350 partes por milhão (ppm), nível considerado mais seguro para a estabilidade do sistema climático terrestre.

Nos anos seguintes, as mobilizações cresceram em diversos países, incluindo o Brasil. Marchas e atos públicos passaram a ser organizados por redes da sociedade civil, entre elas o Centro Brasil no Clima e o Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, reunindo organizações ambientalistas, movimentos sociais, pesquisadores, juventudes, comunidades tradicionais e lideranças religiosas em torno da defesa da justiça climática e da transição para uma economia de baixo carbono.

Um marco importante dessa trajetória ocorreu em 2019, quando os incêndios florestais na Amazônia ganharam repercussão mundial. A intensa fumaça provocada pelas queimadas alcançou milhares de quilômetros e escureceu o céu da cidade de São Paulo em plena tarde, evidenciando que a destruição da floresta produz impactos em todo o continente e reforçando a urgência da ação climática.

Foi nesse contexto de indignação e mobilização que surgiu a Coalizão pelo Clima, articulação formada inicialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro e posteriormente expandida para diversos estados e cidades brasileiras. A Coalizão passou a reunir movimentos populares, organizações da sociedade civil, pesquisadores, coletivos de juventude e lideranças comunitárias na construção de campanhas, marchas, atividades de educação ambiental e ações de incidência política em defesa da justiça climática, da adaptação às mudanças do clima e da proteção dos biomas brasileiros na perspectiva anticapitalista.

Desde então, as Marchas pelo Clima tornaram-se um espaço permanente de mobilização da sociedade brasileira, ampliando o debate sobre a necessidade de enfrentar o Colapso Climático por meio de políticas públicas que combinem redução das emissões, combate ao racismo ambiental, proteção da biodiversidade, justiça socioambiental e garantia de direitos para as populações mais vulneráveis.

Texto de contextualização acima por Pedro Eduardo Graça Aranha, ativista da Coalizão pelo Clima do RJ.

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