
Neste sábado, 25 de outubro, ocorreu a manifestação pela saúde de nossas baías e em defesa da pesca artesanal, contra a Marina na Beira-mar norte, os emissários e qualquer lançamento de esgoto em nossas águas.
Estava prevista uma barqueata por parte dos pescadores e pescadoras, que acabou tendo que ser cancelada devido aos fortes ventos. Com o cancelamento da barqueta, os manifestantes fizeram um ato simbólico em frente aos ranchos de pesca, abaixo da ponte Hercílio Luz, no lado continental.

Faixas e cartazes foram erguidos pelos presentes, com dizeres como “Megalo-Marina Não, Pela Saúde das Baías” e “Não aos Emissários nas Baías: Os esgotamentos das ETEs ameaçam de contaminação nossos territórios de pesca artesanal e maricultura”. Cartazes também denunciavam a falta de saneamento nas praias e a venda da cidade para especulação imobiliária.


O ato foi organizado pelo Fórum de Pescadores e Pescadoras Artesanais das Baías Norte e Sul e Associação de Marinheiros e Pescadores Farol de Naufragados em conjunto com coletivos e movimentos socioambientais da cidade. Estiveram presentes ativistas de diferentes movimentos e regiões da cidade, bem como o vereador Bruno Ziliotto e assessoras da vereadora Ingrid Sateré Mawé e do deputado Pedro Uczai.

Após o ato, pescadores e pescadoras presentes gravaram várias falas denunciando os impactos que a instalação desta marina traria para suas vidas. Foi lembrado o fato de os direitos destas comunidades tradicionais não terem sido respeitados no processo. A necessidade de disputar outro modelo de cidade foi lembrada nas falas. Ativistas de outros movimentos, como o contra a verticalização no sul da ilha, Movimento da Ponta do Coral 100% Pública, do Ecolhar e da Tecendo Redes também chamaram a atenção para a importância da união dos movimentos socioambientais frente aos diversos ataques que tem ocorrido por parte da atual gestão.
Ao final foi evidenciada a necessidade de ampliar a rede em defesa das baías e contra o projeto desta marina, dado que este projeto afetará a cidade toda, e é o “coroamento” de um modelo de cidade elitista e ecocida, imposto de cima para baixo.