
A Europa ardeu em chamas, sofrendo com grandes queimadas e mais de 10.000 mortes, e retirada forçada de mais de 300 mil pessoas provocadas por calor extremo. No Nepal, enchentes com avalanches de lama com centenas de mortos e desabrigados e quase 2 mil pessoas desaparecidas. Na América Latina, o super El Niño provoca desastres em países como Chile e Venezuela, enquanto fortes chuvas já causam inundações e alagamentos no Rio Grande do Sul. É apenas o começo! O pico do El Ninõ está previsto para outubro.
A realidade do colapso ambiental está cada dia mais crítica, mas a gravidade da situação não está se refletindo em medidas concretas dos governos para assegurar nossas vidas em meio às catástrofes sem precedentes que iremos enfrentar. Na verdade, as políticas aplicadas têm ido na contramão de tudo que tem sido alertado por cientistas, povos indígenas e demais comunidades tradicionais.
COM CAPITALISMO NÃO TEM CLIMA:
Quem consegue pensar em clima enquanto está lutando para sobreviver nesse sistema?
O mesmo sistema capitalista que parasita nossa força de trabalho e suga nossas vidas destrói biomas inteiros, derruba florestas, contamina rios, polui o ar e os oceanos. O planeta esquentou, e agora é a nossa espécie que está em risco de extinção. Já é possível sentir na pele as consequências de séculos de devastação ambiental colonial. Chegamos ao “ponto de não retorno”, de modo que alguns estragos estão se tornando irreversíveis. Por isso, é urgente a mobilização em direção a mudanças radicais nesse sistema.
A RESPOSTA SOMOS NÓS!
A Grande Florianópolis tem um longo histórico de movimentos em defesa da terra e das águas, para preservação e para vida digna de quem vive delas. Mobilizações que hoje enfrentam a especulação imobiliária em nosso litoral, com a tentativa de extinguir a área terrestre da APA da Baleia Franca, bem como diversas iniciativas de construção de grandes prédios para ricos em nossas praias. Lutas também dos povos indígenas, pela terra indígena Tekoá Itaty (Morro dos Cavalos) e pela aldeia Goj Ta Sa. Quilombolas, pela titulação do Quilombo Vidal Martins e de pescadores, contra a construção da megalo-marina na beira-mar norte. Luta por terra, trabalho e teto, nas diversas ocupações urbanas que já se organizaram nas periferias.
Esta diversidade de experiências trazem sementes para o mundo novo que queremos plantar. Precisamos regar estas sementes com muita mobilização popular e fazer convergirem as lutas.
“A Resposta Somos Nós“, campanha lançada inicialmente pelos povos indígenas da Amazônia para a COP30, nos inspira e por isso abraçamos este lema na construção da Marcha Global Pelo Clima em Florianópolis.
A Marcha será no sábado dia 19 de setembro, com concentração 10h no Largo da Alfândega, no centro da cidade. Esta marcha faz parte de um chamado global, e diversas marchas estão confirmadas em diferentes cidades do país.

Queremos retomar uma cultura de manifestação de rua que é histórica em Florianópolis, portanto embora estejamos em período eleitoral, este não será o foco nem o fim desta marcha. Também gostaríamos que estejam presentes nessa construção coletiva e horizontal grupos indígenas, quilombolas e periféricos, muitas vezes ausentes dos atos das pautas socioambientais.
RUMO À TERCEIRA PLENÁRIA DE CONSTRUÇÃO DA MARCHA
Convidamos sua coletividade para a 3ª Plenária Online da Marcha Pelo Clima 2026 em Florianópolis, para continuar a construção deste processo. Já temos lema, chamado, horário, local e ponto de partida definidos e precisamos debater a dinâmica da marcha.
INFORMAÇÕES SOBRE A TERCEIRA PLENÁRIA:
Dia 31 de agosto (uma segunda-feira)
Hora: 19:30.
Para participar, se inscreva pelo formulário abaixo.
Convidam para esta terceira plenária:
Tecendo Redes
Instituto de Formação Popular Caeté
Rede de Mulheres Ecológicas do Território Serramar
Ecoando Sustentabilidade
Marcha da Maconha
Coletivo Ecolhar
Ponto de cultura Goj Ta Sa