Programa da UFSC aponta causas da mortandade de peixes na bacia do Itacorubi

Publicado originalmente nas Notícias UFSC no dia 24/04/2026

A poluição crônica por esgoto não tratado está associada à mortandade de peixes na bacia do Itacorubi, registrada no dia 22 de abril no Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis. Essa é uma das conclusões da Nota Técnica elaborada por pesquisadores do programa Ecoando Sustentabilidade, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Rios do Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi tiveram morte massiva de peixes (Fotos: Projeto Ecoando Sustentabilidade)

A nota é assinada pelos pesquisadores Alessandra Larissa Fonseca e Paulo Horta. No documento, os pesquisadores destacam que “a mortandade massiva de peixes registrada entre 22 de abril de 2026 no Parque Natural Municipal do Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis, foi causada principalmente por asfixia decorrente da formação de “zonas mortas” — áreas com níveis críticos de oxigênio dissolvido, muitas vezes inferiores a 2 mg/L”.

Animais morreram por asfixia em “zonas mortas”, áreas com níveis críticos de oxigênio dissolvido

“Este fenômeno é resultado da poluição crônica por esgoto doméstico não tratado na bacia do Itacorubi, que, ao introduzir excesso de matéria orgânica, favorece a decomposição bacteriana intensa e o consumo acelerado de oxigênio, quadro agravado por altas temperaturas anômalas, baixo regime de chuvas e falhas no sistema de saneamento. Além da anoxia, a análise das brânquias sugere a possível influência de substâncias tóxicas do escoamento urbano.”

A equipe técnica do projeto sugere a realização de ações emergenciais como a remoção dos animais mortos, fiscalização rigorosa do sistema de esgoto e implementação de monitoramento constante, inclusive com o apoio de ferramentas de ciência cidadã como o aplicativo “Cientistas do Mar”.

Veja a íntegra da Nota Técnica.

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