Relato do protesto contra o PEU JURERÊ IN da HABITASUL

Publicado originalmente no site do Coletivo Ecolhar

Na tarde do sábado, dia 12/09, a partir das 15h, mais de 40 pessoas se reuniram diante dos pórticos do projeto da HABITASUL, nas laterais da pista da Estrada Francisco Arcanjo Grillo, protestando contra a implantação do mega projeto imobiliário PEU JURERÊ IN, do Grupo HABITASUL.

Trata-se de um projeto urbanístico do tipo ‘PEU’ – Plano Específico de Urbanização, que foi proposto em cima de um zoneamento urbano ‘AUE’ – Área de  Urbanização Especial, estabelecido no Plano Diretor anterior e retificado pelo último PD – a LC 739/23. Esse tipo de projeto ‘especial’ não respeita as regras dos demais zoneamentos urbanos, permitindo extrapolar os limites e restrições construtivas, uma espécie de ‘pode tudo’, as tais ‘cerejas do bolo’ para a construção civil da capital, sendo que este da HABITASUL foi o primeiro apresentado, já em fins de 2023. Seguiu-se depois o ‘PEU Refúgio do Campeche’, do qual já tratamos em outras matérias, denunciado por nós também por questões dominiais.

A área a ser utilizada pelo PEU JURERÊ IN também porta a ilegalidade de concessão de terra pública na origem feita pelo Estado de SC, da mesma forma como o PEU REFÚGIO DO CAMPECHE, e da mesma forma como se deram as apropriações ilegais sobre a planície do Pântano do Sul, caso denunciado em 2015, e que no dia 13/08/2026 teve sentença prolatada pelo juiz da sexta Vara de Justiça Federal, anulando as cadeias dominiais de inúmeras empresas e pessoas físicas com terras sobre a planície, revertendo-as ao domínio da União. Uma grande VITÓRIA que reportamos em postagem anterior.

Na esteira desse trágico histórico de apropriações ilegais de terras públicas sobre a Ilha de SC, nós também denunciamos as ilegalidades contidas na área destinada ao PEU JURERÊ IN junto ao MPF-SC, que naquela instituição toma seu curso formal e aponta para a apresentação de uma Ação Civil Pública à Justiça Federal, buscando, como nos casos anteriores, decretar a nulidade das cadeias dominiais das matrículas que formam o conjunto das terras abarcadas pelo projeto e destiná-las para a União, cujo domínio foi solapado no passado.

O protesto, por outro lado, somou-se a uma série de atividades anteriores: um primeiro ato no mesmo local e, na sequência, um ‘aulão’ patrocinado pelo Coletivo Ecolhar, tratando das questões ecológicas implicadas, bem como um histórico da cadeia dominial daquelas terras. A luta (resistência) continuará com outras atividades que serão realizadas doravante em torno dessa campanha para salvar essa imensa área das garras da construção civil.

Saudações ecológicas,

Coletivo ECOLHAR

NENHUMA CONCESSÃO À ESPECULAÇÃO!!

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Imagem adaptada de uma publicação do perfil Jovens pelo Clima de Brasília

As Marchas pelo Clima consolidaram-se como uma das mais importantes formas de mobilização popular em defesa da justiça climática e da redução das emissões de gases de efeito estufa.

Nos próximos dias de setembro o Brasil terá diversas marchas, em diferentes cidades de todas as regiões do país. Em Florianópolis não é diferente, e a marcha acontecerá no dia 26 de setembro.

Para centralizar as informações em um lugar público e de fácil acesso, a Tecendo Redes, um dos coletivos na organização da marcha de Florianópolis, desenvolveu um site, onde estão catalogadas as marchas pelo país.

O site está em constante atualização. É uma iniciativa de Autonomia Digital que também visa disponibilizar as informações na web de forma aberta, sem depender das grandes empresas de tecnologia (Big Techs), controladas por bilionários e alinhadas com a destruição do planeta.

O site está disponível no endereço: https://marchapeloclima.libertar.org/

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Ato cultural em defesa do Quilombo Vidal Martins e pelo desembargo da madeira

Publicado originalmente no instagram, pelo perfil do Quilombo Vidal Martins com apoio de outras organizações.


O Maracatu Arrasta Ilha chega ao Quilombo Vidal Martins para somar forças à luta da comunidade pelo desembargo da madeira e pela defesa do seu território. Um encontro de cultura, solidariedade e resistência para fortalecer quem está na luta pela retomada, recuperação e reconstrução do território quilombola.

É hora de união! De colocar de lado aquilo que nos separa e reconhecer aquilo que nos une. Porque quando um território é ameaçado, toda a sociedade que acredita na justiça, na dignidade e no direito dos povos precisa se movimentar.

Venha somar com o Quilombo Vidal Martins:

Dia: Sábado, 12/09
Horário: 16h
Onde: Quilombo Vidal Martins – Rod. João Gualberto Soares, km 14 – Rio Vermelho

Pelo desembargo da madeira. Pela defesa do território. Pela vida e pela autonomia quilombola.

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