GESTÃO TOPÁZIO NETO MAIS UMA VEZ ATROPELA DISCUSSÃO DE TEMAS FUNDAMENTAIS PARA A CIDADE

Por Lino Peres, em seu instagram.

🚨A prefeitura de Florianópolis resolveu convocar a população para discutir três assuntos fundamentais para a cidade: mobilidade urbana (revisão do Plano Municipal de Mobilidade, PLAMOB, de 2015), arborização, pauta discutida na Câmara Municipal, e saneamento, em participação com o Conselho Municipal de Saneamento e que é demanda recorrente dos movimentos sociais e comunitários contra a verticalização especulativa que avassala a cidade.

A pressa tomou conta da administração Topázio Neto. Passaram-se anos e, de uma hora para outra e ao mesmo tempo, os temas são tratados de uma forma atropelada. Estratégia?

O fato é que o choque destas agendas atrapalha a preciosa oportunidade de se ter um calendário que permita, com o devido tempo, profundidade e respeitando o ritmo de cada distrito e bairro, tratarmos de temas tão relevantes para pessoas e coletivos que há décadas vêm se organizando para fazer a resistência contra a venda da cidade, de seus espaços públicos, das áreas de lazer e das Unidades de Conservação.

É lamentável que mais uma vez a administração Topázio Neto finja levar em conta a participação popular, como fez com o plano diretor, em 2023, e impeça a efetiva reflexão sobre uma cidade que está sendo assaltada graças a um plano diretor altamente permissivo, que explode o município com torres, à imagem de Balneário Camboriú e Itapema, sem capacidade de suporte, sem adequada infraestrutura, sem sistema viário e de transporte, sem saneamento e adequada arborização urbana.

As organizações da sociedade civil vêm reagindo, via judicial, nas ruas e pela mídia independente, contra os ataques do Executivo municipal, através de movimentos como o “Verticalização Não” e agora o movimento “Florianópolis Indignada”, que vêm catalisando a resistência da população e apontando caminhos para um Florianópolis com efetivo cuidado com as pessoas, com o bem comum construído coletivamente, uma Ilha de Magia forjada de baixo para cima, que verdadeiramente acolha os seus visitantes e priorize os seus moradores.

Por Lino Peres, Instituto Cidade e Território e membro do Fórum da Cidade

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Plenária de Construção da Marcha Global pelo Clima em Florianópolis

Hoje, a Europa arde em chamas, sofrendo com grandes queimadas e mais de 10.000 mortes provocadas por calor extremo. Na América Latina, o super El Niño provoca desastres em países como Chile e Venezuela, enquanto fortes chuvas causam inundações e alagamentos no Rio Grande do Sul. É apenas o começo! O pico do El Ninõ está previsto para outubro.

Os seus efeitos são intensificados pelo modelo capitalista destrutivo de desenvolvimento, e agravadas por suas políticas negacionistas. A mobilização coletiva é necessária para colocar a pauta da nossa sobrevivência no centro do debate público.

Neste sentido, propomos a construção da Marcha Global Pelo Clima em Florianópolis, que acontecerá em diversas cidades no dia 20 de setembro.

Convidamos sua coletividade para a 1ª Plenária Online da Marcha Pelo Clima 2026 em Florianópolis, para construção horizontal e coletiva do seu processo (horário/local, trajeto, dinâmica, lema e divulgação).

Data prevista para a primeira reunião:

Dia 05 de agosto (uma quarta-feira)

Hora: 19:30.

Para receber o link a reunião, preencha o formulário abaixo.

Convidam para esta primeira reunião: 

Tecendo Redes

Instituto de Formação Popular Caeté


Inscrição para construção da Marcha pelo Clima

preencha como prefere ser chamada

Um breve histórico das Marchas pelo Clima no Brasil

As Marchas pelo Clima consolidaram-se como uma das mais importantes formas de mobilização popular em defesa da justiça climática e da redução das emissões de gases de efeito estufa. A primeira grande mobilização internacional foi impulsionada pela organização 350.org, em 2007, durante o processo de preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 13), realizada em Bali, na Indonésia. O objetivo da campanha era pressionar os governos para que adotassem políticas capazes de reduzir a concentração de dióxido de carbono na atmosfera para 350 partes por milhão (ppm), nível considerado mais seguro para a estabilidade do sistema climático terrestre.

Nos anos seguintes, as mobilizações cresceram em diversos países, incluindo o Brasil. Marchas e atos públicos passaram a ser organizados por redes da sociedade civil, entre elas o Centro Brasil no Clima e o Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental, reunindo organizações ambientalistas, movimentos sociais, pesquisadores, juventudes, comunidades tradicionais e lideranças religiosas em torno da defesa da justiça climática e da transição para uma economia de baixo carbono.

Um marco importante dessa trajetória ocorreu em 2019, quando os incêndios florestais na Amazônia ganharam repercussão mundial. A intensa fumaça provocada pelas queimadas alcançou milhares de quilômetros e escureceu o céu da cidade de São Paulo em plena tarde, evidenciando que a destruição da floresta produz impactos em todo o continente e reforçando a urgência da ação climática.

Foi nesse contexto de indignação e mobilização que surgiu a Coalizão pelo Clima, articulação formada inicialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro e posteriormente expandida para diversos estados e cidades brasileiras. A Coalizão passou a reunir movimentos populares, organizações da sociedade civil, pesquisadores, coletivos de juventude e lideranças comunitárias na construção de campanhas, marchas, atividades de educação ambiental e ações de incidência política em defesa da justiça climática, da adaptação às mudanças do clima e da proteção dos biomas brasileiros na perspectiva anticapitalista.

Desde então, as Marchas pelo Clima tornaram-se um espaço permanente de mobilização da sociedade brasileira, ampliando o debate sobre a necessidade de enfrentar o Colapso Climático por meio de políticas públicas que combinem redução das emissões, combate ao racismo ambiental, proteção da biodiversidade, justiça socioambiental e garantia de direitos para as populações mais vulneráveis.

Texto de contextualização acima por Pedro Eduardo Graça Aranha, ativista da Coalizão pelo Clima do RJ.

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Aulão sobre a história territorial do PEU Jurerê In

Publicado originalmente pelo Coletivo Ecolhar, em seu site.

Como desdobramento da manifestação pública havida no sábado passado, 25/07, em repúdio ao PEU (Plano Específico de Urbanização) JURERÊ IN, pessoas dos bairros da Daniela e Jurerê estão promovendo nesta segunda-feira à noite (vide card acima) um ‘aulão’ sobre os impactos ecológicos do projeto, bem como sobre a história territorial dos domínios da HABITASUL, recheada de picaretagens fundiárias, aquilo que não está contado nos livrinhos de história da ilha-capital.

O Ecolhar está colaborando na divulgação e, além de convidá-lo(a) a participar do evento, pede para você repassar em suas redes sociais, para que possamos reforçar essa campanha de rejeição ao projeto, na toada dos demais 8 propostos no atual Plano Diretor. Aulão Comunitário sobre o PEU Jurerê In

Quando: segunda dia 03 de agosto de 2026, 18:30.

Onde: Sede do Conselho Comunitário do Pontal da Praia da Daniela. Avenida das Palmeiras 566, Daniela.

Saudações ecológicas!

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