Crianças da Educação Infantil visitam o Museu da Cultura Viva Goj Ta Sá: plantio para uma sociedade mais inclusiva e plural

Via Camila Cabrera
Assessoria de Imprensa

Crianças da Educação Infantil visitam o Museu da Cultura Viva Goj Ta Sá: plantio para uma sociedade mais inclusiva, plural e que valoriza a diversidade dos povos que constituem o nosso país

Com os grupos na quinta-feira (23/10), composto por 90 crianças entre 02 e 07 anos, já são 130 estudantes que passaram pelo território e tiveram essa vivência educativa.

A quinta-feira (23/10) foi um dia de alegria, aprendizado, encantamento e de uma vivência especial na Casa de Passagem Indígena e Ponto de Cultura Goj Ta Sá. O Museu da Cultura Viva recebeu dois Núcleos de Educação Infantil Municipal (NEIM) para mais um roteiro de visitação guiada, atividade voltada à aproximação das crianças com os modos de vida e os saberes dos povos indígenas do Sul do Brasil.

Ao todo foram 90 crianças, com idades entre 02 e 07 anos, dos NEIM Fermínio Francisco Vieira (Córrego Grande) e Anirson Antônio das Chagas (Rio Tavares). Na chegada, o grupo foi recebido com um momento de acolhimento e roda de conversa com o Cacique Sadraque Lopes, que compartilhou um pouco sobre o modo de vida indígena e a relação dos povos originários com a terra.

Em seguida, as crianças foram conduzidas para um piquenique, embaixo de uma árvore na agrofloresta do território indígena, com frutas e cantos conduzidos pelo Cacique. Após o piquenique, o grupo participou de uma atividade de plantio na agrofloresta. Com as mãos na terra, as crianças plantaram várias mudas nativas como aroeira, canela, tucaneira, guabiroba crespa e baguaçu. Foi uma grande brincadeira e uma oportunidade para as crianças estarem em contato com a natureza e em uma atividade realizada em comunidade.

A iniciativa integra as ações educativas do projeto Fomento à Cultura Ancestral em Florianópolis, que tem consolidado a Casa de Passagem e Ponto de Cultura Goj Ta Sá como um importante espaço de apoio pedagógico para escolas e professores interessados em ampliar a abordagem sobre as culturas indígenas em sala de aula. Ao receber grupos escolares, o museu reafirma seu papel no fortalecimento da educação intercultural, em consonância com a Lei nº 11.645/2008, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena em todas as etapas da educação básica.

Participaram da visitação as professoras Laila Elena Boom Cunha, Joseane Silveira Grespi, Nathalia Cristina Matos, Laís de Meira, Alessandra da Silveira, Karine Ostroski, Simoni Martins, Sabrina da Silva, Carolina Barreto, Rose Duarte, Luciene Passos, Júlia Costa, Bruna Patrícia Machado e Monica Feijo.

Para integrar os grupos de visitação guiada no Goj Ta Sá, é necessário fazer agendamento pelo email gojtasacentrodeculturaindigena@gmail.com

“Goj Ta Sá – Raízes de Floripa que se reafirmam”: Feira da Resistência Indígena celebra o lançamento do 4º painel do Mini Museu Cultura Viva 

Nesta edição o painel faz uma linha do tempo contando a trajetória do território, que se reafirma como símbolo de resistência, memória viva e justiça

Via Camila Cabrera
Assessoria de Imprensa

Nos dias 22 e 23 de novembro acontece mais uma edição da Feira da Resistência Indígena de Florianópolis, com o lançamento do quarto painel do Mini Museu Cultura Viva Goj Tá Sá, intitulado “Goj Ta Sá — Raízes de Floripa que se reafirmam”.

A nova exposição gráfica revisita a trajetória da Goj Tá Sá — de uma ocupação improvisada à conquista de reconhecimento federal —, reafirmando o território como símbolo de autonomia, memória viva e justiça. Inspirado na história de luta e força que constituiu a construção desse espaço de preservação e resguardo da cultura indígena na cidade, o painel recupera a linha do tempo contando a história do território.

O Museu Cultura Viva Goj Tá Sá segue se consolidando como um referencial de educação, arte e memória indígena no sul do país, unindo as etnias Kaingang, Laklãnõ/Xokleng e Guarani Mbyá. A cada edição, se fortalece como um espaço vivo e pedagógico, essencial para a implementação da Lei nº 11.645/2008, que determina o ensino da história e cultura indígena nas escolas brasileiras.

Programação:

Sábado 22/11

9h às 18h — Feira de artesanato
14h — Apresentação cultural Kaingang
14h30 — Lançamento do 4º Painel do Mini Museu “Goj Ta Sá! — Raízes de Floripa que se reafirmam”
14h às 17h — Circuito de brincadeiras recreativas
16h — Sarau “Músicas de Reza” com Yara das Águas e Lachimi
18h30 — Cine Goj Tá Sá: exibição do filme Goj Ta Sá: histórias de um ex-terminal
19h — Encerramento

Domingo 23/11

9h às 18h — Feira de artesanato
13h — Apresentação Cultural Kaingang
15h — Oficina de Experimentação Malabarística para crianças
16h — Espetáculo teatral “Ô de casa! Teatro na infância: a voz da criança!” — A Casa Circular do Teatro
18h — Encerramento

Serviço

O que: Feira da Resistência Indígena e lançamento do 4º Painel do Mini Museu Cultura Viva Goj Tá Sá — “Goj Ta Sá! Raízes de Floripa que se reafirmam”
Quando: 22 e 23 de novembro de 2025, das 9h às 18h
Onde: Casa de Passagem Indígena e Ponto de Cultura Goj Tá Sá – Av. Prefeito Waldemar Vieira, 848 – Saco dos Limões – Florianópolis/SC
Como: Entrada gratuita e aberta ao público

Crédito das fotos: Associação Laboratório Terra Orgânica

Ação Global pelo Direito de Migrar: Migração como um bem social


Este evento se articula a um conjunto de eventos que será realizado em várias partes do mundo numa “Ação Global pelo Direito de Migrar e pelo Fim da Guerra contra os Imigrantes “. O evento ocorrerá simultaneamente, em vários países, num contexto em que tem se observado a tendência de fechamento de fronteiras e a ampliação das políticas que criminalizam e estigmatizam as pessoas migrantes e em situação de refúgio. Pesquisadoras e pesquisadores da migração também enfrentam ameaças. Suas vozes estão sendo silenciadas. Estudantes, trabalhadoras/es migrantes são alvo de prisão e deportação, vivenciando crescente hostilidade, vigilância, racismo e violência.

A rede Migration Scholars Mobilize Network (Rede Global de Solidariedade e Resistência de Estudiosxs da Migração) surge como resposta coletiva a esses ataques, opondo-se à desumanização e apoiando todas as pessoas que lutam por justiça social e econômica. Nos juntamos a essa rede no dia 11 para promover o evento. Ação Global pelo direito de migrar: Migração como um bem social.

Como pesquisadores/ as nos partimos da perspectiva que migrar é um direito humano. Estamos ao lado dos migrantes e neste evento, a realizar-se no dia 11/11, às 14h, na FAED/Udesc, reuniremos pesquisadores e ativistas em prol do direito a circulação de pessoas no planeta, do direito a imigração.

Vamos falar de imigrantes vistos como bons (futebolistas, por exemplo) e de outros estigmatizados. Trataremos da emigração brasileira aos Estados Unidos e a ameaça aos imigrantes brasileiros nos Estados Unidos (Gláucia de Oliveira Assis- GIT-Univale/PPGPLAN/UDESC), dos emigrantes paraguaios na fronteira com o Brasil (Lina Magalhães PPGLAN/Udesc), dos africanos em Santa Catarina (Michelle Stakonski Cechinel – Deto Historia/ UDESC), das convivência de imigrantes de diferentes nacionalidades em Amsterdam (Carla Rocha Ufsc), das imigrações que não são vistas como imigrações (celebridades, ricos) e da ameaça que atualmente recai paira sobre a América Latina, especialmente sobre a Venezuela, vinda do governo norte-americano e que poderá implicar em um forte movimento de pessoas intensificando a já forte corrente migratória desse país. Todas essas medidas criminalizam a migração e impactam nas mobilidades contemporâneas.

O Observatorio das Migração de Santa Catarina – UDESC, com apoio do PPGPLAN e o Núcleo de Antropologia Visual e Estudos da Imagem – NAVI Ufsc se articularam para realizar uma roda de conversa com pesquisadores, organizações e estudantes na defesa dos direitos dos migrantes e contra a xenofobia, o preconceito e a discriminação.